VEM DANÇAR (por Kas)

TAKE THE LEAD, EUA, 2006
De Liz Friedlander
Com Antonio Banderas, Rob Brown, Alfre Woodard, Yaya DaCosta
Filmes sobre professores que ensinam lições de vida a alunos desajustados e carentes têm público garantido desde que Sidney Poitier colocou seus pés numa sala de aula em AO MESTRE COM CARINHO. Todos versam sobre as adversidades encontradas na academia e sobre como a persistência e o talento combinados vencem ao final. Paralelamente, outro sub-gênero de sucesso popular é o filme de dança. Não os musicais de outrora e sim versões mais contemporâneas que pregam a aceitação e a inclusão social através da arte. Desse grupo, o pai de todos é FAMA.
VEM DANÇAR, estréia de Liz Friedlander na direção de longa-metragem, é um pot-pourri de ambos os sub-gêneros. Antonio Banderas faz Pierre Dulaine (“Meu pai era francês e minha mãe espanhola”, explica ele), um galante professor de dança de salão que vai ensinar seu ofício para os alunos que se encontram “de castigo” da escola pública local. A princípio, os jovens rejeitam a proposta “ultrapassada” de Banderas, mas aos poucos percebem que as músicas e danças de “gente velha” podem muito bem ser sexys e modernas. Principalmente após uma demonstração de tango que Dulaine executa com uma aluna na cena que ilustra o cartaz do filme, oportunidade para Banderas retomar os passos que ensaiou em A MÁSCARA DO ZORRO.
Logo de cara o filme já se anuncia “inspirado em fatos reais”. Inspirado, não baseado, o que permite uma liberdade artística maior, liberdade esta que os realizadores aproveitam. Apesar de se passar em uma escola pública com o crime e a marginalidade à porta, nenhum dos alunos de Dulaine apresenta problemas relacionados às drogas e à violência. O mais perto que o filme chega disso é apresentar dois de seus principais personagens adolescentes, Rock (Rob Brown, de ENCONTRANDO FORRESTER) e LaRhette (Yaya DaCosta) como Romeu e Julieta da periferia, já que ambos perderam seus respectivos irmãos mais velhos em uma rixa entre gangues. “Isso não é Shakespeare”, avisa a diretora da escola Augustine James (Alfre Woodard), que a princípio desconfia do método de Dulaine para depois apoiá-lo na iniciativa. Definitivamente não é Shakespeare, mas nem por isso o melodrama perde a eficiência, principalmente no concurso de dança no clímax do filme, onde o sucesso da empreitada envolve competição, segundo a lógica americana.
VEM DANÇAR dá mais ênfase aos problemas dos alunos, no que se aproxima de FAMA, que de seu professor, de quem sabemos muito pouco, tirando o fato de ser viúvo há cinco anos e de incorporar com honra as características de um perfeito cavalheiro. É o papel perfeito para Banderas manter sua fama de galã, comprometida pelas rugas e bolsas que já se estabeleceram embaixo de seus olhos. Mas, falando baixo e com gestos elegantes, Banderas tira de letra o papel, que exige igualmente de seus dotes de dançarino.
É exatamente nesse aspecto que reside o principal problema de VEM DANÇAR. Não se faz mais atores como antigamente, que sabiam igualmente cantar, atuar e dançar, e o faziam bem nos SETE NOIVAS PARA SETE IRMÃOS da vida. Atualmente já é exigir demais que o elenco jovem insira dramaticidade em seus pequenos papéis, quanto mais que eles executem a contento os passos exigidos no roteiro. Para contornar essa limitação, a cineasta se utiliza de cortes rápidos e ângulos diferentes, recursos que aprendeu nos videoclipes que realizou para artistas como R.E.M.. Muito da magia se esvai, mas talvez o público jovem não tenha mais paciência para acompanhar os planos fixos e os movimentos suaves que registravam a arte de Astaire e Rogers no passado.
Nota: ** ½
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5 Comentários »
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Emileide Cristina Perin Canedo disse,
29 de Março de 2007 @ 16:53
Este filme é nota 1000, adorei ele….
Parabéns pelo sucesso!!!!!
Maria de Jesus disse,
16 de Abril de 2007 @ 09:00
o filme é nota 10, muito interessante. Quando começamos a assisir nao queremos mais parar ate chegar o final que é maravilhoso.
Parabéns pelo filme
Larissa Agrizzi disse,
1 de Maio de 2007 @ 10:37
O filmeee é muito bom. Passa uma mensagem diferente em relação a pessoas que vivem nas periferias.
Eu não gosto de dança de salão ,mais com esse filme passei a gostar e achar muito interessante.
Simplismente Nota 10
Todos devem assisti-lo!!!
roberta disse,
11 de Outubro de 2007 @ 08:11
Esse filme é magnífico…
Quem ainda não assistiu ta perdendo tempo.
Nota 1000!!!!!
Dayane disse,
8 de Novembro de 2007 @ 10:14
Este filme é muito e lindo!!!!
Desde que assisti se tornou um dos meus filmes favoritos!!
A cena em que Dulaine dança tango é maravilhosa!! Eu a assisti varias vezes!!!
Muito Bom!!!