
(Village of the Damned, 1995, cor, 1h34)
Widescreen Anamórfico 2.35:1; áudio Inglês 5.1, Japonês 2.0
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Japonês, Tailandês, Coreano, Mandarim
Universal
Cotação Filme: 2,5/5
Cotação DVD: 3/5
John Carpenter, vindo de uma refilmagem bem sucedida de um clássico da ficção científica de horror (o excelente O ENIGMA DE OUTRO MUNDO), foi convidado pela Universal para atualizar outro marcante exemplar do gênero. O resultado é A CIDADE DOS AMALDIÇOADOS, onde o diretor aprofunda o comentário social esboçado na primeira versão, de 1960.
Tanto o remake quanto o original, A ALDEIA DOS AMALDIÇOADOS, apresentam uma visão pessimista sobre as novas gerações, cada vez mais apáticas e desumanizadas. Neste aspecto, a versão de Carpenter até ganha relevância ao considerarmos eventos posteriores, como o massacre de Columbine, como exemplos extremos mas perturbadoramente reais do tema abordado por ambos os filmes. Carpenter inclusive aponta como principais culpados os progenitores, que sofrem em seu filme mortes relacionadas aos próprios atos e funções que exercem na sociedade: o padre que paradoxalmente se suicida, a beata que morre queimada na fogueira como uma bruxa, o faxineiro que se empala com sua própria vassoura, a cientista que se auto-disseca numa mesa de cirurgia.
Pena que o diretor falhe em atingir a mesma tensão presente no filme original, nunca escapando da previsibilidade do roteiro e dos mesmos artifícios de tantos outros filmes do gênero, como as sucessivas mortes inseridas com o intuito de incutir algum horror na narrativa burocrática. A própria opção pela obviedade de algumas cenas enfraquece o conjunto, como na sequência de abertura, onde Carpenter não confia totalmente no poder de sugestão de sua aterrorizante trilha sonora e insere desnecessariamente uma sombra que explicita a ameaça que atinge a cidade.
Mesmo a presença de atores cultuados pela comunidade
geek, como
Christopher Reeve,
Mark Hamill e
Michael Paré, e dos efeitos da
ILM supervisionados pelo craque
Bruce Nicholson não é suficiente para que o filme supere a mera curiosidade.
O DVD - lançado originalmente pela Columbia e relançado pela Universal - é tecnicamente competente - com imagem anamórfica e som 5.1 (ao contrário do que diz a capinha). Os únicos extras são o trailer e notas biográficas e de produção.