Arquivo de Abril de 2005

FOX NACIONAL LANÇA SELO DE CLÁSSICOS

Contrariando o saber dizente, o consumidor brasileiro de DVDs gosta de filmes clássicos. Claro que um E O VENTO LEVOU: EDIÇÃO ESPECIAL pode não vender tanto quanto OS INCRÍVEIS, mas nem por isso deixa de ser um produto lucrativo para sua distribuidora. Basta ver que pelo menos quatro distribuidoras nacionais - Versátil, Classicline, Continental e Magnus Opus - vivem prioritariamente de filmes clássicos, sejam eles americanos, asiáticos ou europeus, mudos ou falados, e nunca com o mesmo apelo popular de um E O VENTO LEVOU. Outro indicativo nesse sentido é o fato de que atualmente a Warner, dentre as majors a que mais lança filmes clássicos, retém 34% do mercado nacional de DVDs, mais de um terço do total.
Partindo deste princípio, a Fox, que há muito tempo deixou de priorizar os clássicos em favor das produções B da Cannon, pretende recuperar este nicho através do selo FOX CLASSICS. O lançamento do selo aproveita para comemorar os 70 anos do estúdio, através do lançamento/relançamento de 70 títulos do acervo da ditribuidora. Uma iniciativa semelhante vem sendo feita na Europa (clique na imagem para conhecer os títulos a serem lançados no site oficial inglês), com média de 20 títulos do selo saindo a cada mês. Aqui no Brasil o ritmo será menos intenso mas nem por isso desprezível: segundo Mauricio Abud, da Fox nacional, serão 6 títulos por mês, já a partir de junho, ao preço de R$ 34,90 cada. Os títulos já disponibilizados anteriormente serão relançados mantendo a mesma edição, porém com embalagem diferente. Mas o grande atrativo são as novidades, cerca de 40 filmes que ainda não aportaram por aqui. Confira logo abaixo a relação de lançamentos para os meses de junho, julho e agosto.
JUNHO
  • AS VINHAS DA IRA (THE GRAPES OF WRATH, 1940, de John Ford)
  • COMO ROUBAR UM MILHÃO DE DÓLARES (HOW TO STEAL A MILLION, 1966, de William Wyler)
  • A GRANDE JORNADA (THE BIG TRAIL, 1930, de Raoul Walsh)
  • OS DEUSES VENCIDOS (THE YOUNG LIONS, 1958, de Edward Dmytryk)
  • O EXPRESSO DE VON RYAN (VON RYAN’S EXPRESS, 1965, de Mark Robson)
  • JAMAIS FORAM VENCIDOS (THE UNDEFEATED, 1969, de Andrew V. McLaglen)

JULHO

  • COMO ERA VERDE MEU VALE (HOW GREEN WAS MY VALLEY, 1941, de John Ford)
  • COMO AGARRAR UM MILIONÁRIO (HOW TO MARRY A MILIONAIRE, 1953, de Jean Negulesco)
  • A CALDEIRA DO DIABO (PEYTON PLACE, 1957, de Mark Robson)
  • OS COMANCHEROS (THE COMANCHEROS, 1961, de Michael Curtiz)
  • O FANTASMA APAIXONADO (THE GHOST AND MRS. MUIR, 1947, de Joseph L. Mankiewicz)
  • A MORADA DA SEXTA FELICIDADE (THE INN OF THE SIXTH HAPPINESS, 1958, de Mark Robson)

AGOSTO

  • ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (HALLS OF MONTEZUMA, 1951, de Lewis Milestone)
  • O HOMEM QUE ODIAVA AS MULHERES (THE BOSTON STRANGLER, 1968, de Richard Fleischer)
  • O DIA EM QUE A TERRA PAROU (THE DAY THE EARTH STOOD STILL, 1951, de Robert Wise)
  • A MOSCA DA CABEÇA BRANCA (THE FLY, 1958, de Kurt Neumann)
  • RAPOSA DO ESPAÇO (THE HUNTERS, 1958, de Dick Powell)
  • O CANHONEIRO DE YANG-TSÉ (THE SAND PEEBLES, 1966, de Robert Wise)

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NÃO, ESTE É O SUPERMAN!

Confira acima uma nova versão do uniforme, feita às pressas no Photoshop, com as modificações que achei pertinente para o personagem. O que você achou? Será que já dá pra mandar para o Singer?

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ENTÃO, ESTE É O SUPERMAN?

A escolha de Bryan Singer para dirigir SUPERMAN RETURNS despertou sentimentos contraditórios em mim. Se por um lado Singer é um diretor competente, apegado ao estilo clássico de contar histórias, o que é adequado ao Homem de Aço, falta a ele, pelo menos nos seus filmes anteriores, aquela abordagem épica que o personagem requer para funcionar. Não que eu não goste dos filmes de Singer, muito pelo contrário. Seus X-MEN não são só eficientes, como também apresentam uma melhora considerável do primeiro para o segundo filme, onde Singer se mostra mais confiante e amplia consideravelmente o escopo de sua visão sobre os mutantes. Mas ainda assim os filmes se ressentem do caráter épico de uma adaptação de quadrinhos deste porte. Apesar de sempre interessantes, nunca chegam a emocionar e a deslumbrar, mesmo quando isso se faz necessário, como no caso do sacrifício de Jean Grey ao final de X-MEN 2. São por demais “simplistas”, como bem definiu Matthew Vaughn, o sujeito encarregado de comandar o terceiro filme da série, que prometeu a grandiosidade que faltou aos dois primeiros (confira aqui a entrevista com Vaughn, em inglês).

Uma das decisões que Singer tomou nos X-MEN que considero absolutamente falha é a referente aos uniformes. Não é que eu ache que os mutantes ficariam bem em colantes coloridos, mas os uniformes adotados por Singer são péssimos, sem elegância ou criatividade qualquer. E quando foi divulgado que o diretor levou a mesma figurinista de X-MEN, Louise Mingenbach, para a equipe de SUPERMAN RETURNS, fiquei com o pé atrás.

Até agora, aplaudo entusiasticamente todas as decisões criativas tomadas por Singer no que se refere a SUPERMAN RETURNS: a escalação do elenco, a firmeza em insistir com um protagonista desconhecido, a fidelidade à concepção de Richard Donner, o visual clássico de Lois Lane e Clark Kent… Até que sai hoje na internet o primeiro look do Superman em si.

Primeiro, as coisas boas: gosto da capa mais longa e volumosa, e da idéia de não definir os músculos do herói, como os uniformes de Batman e Homem-Aranha fazem. Gosto também de manterem as características clássicas do uniforme, como a cueca sobre a calça. E é legal como o uniforme não apresenta aquelas dobras indesejáveis, que surgiam até na encarnação de Chris Reeve. Não me incomoda, como acontece a vários fãs, o fato de terem incluído um “s” no cinto do herói, o que não existia nem nos quadrinhos e nem no cinema até então. Apesar de redundante, deu um ar de modernidade ao uniforme.
Agora os pontos negativos: As cores ficaram muito pálidas, sem vida, longe das vibrantes fontes primárias dos quadrinhos. A opção em escurecer o vermelho me parece equivocada. As botas também são muito curtas, quando deveriam se aproximar do joelho de Brandon Routh, como acontecia com Reeve. Mas o pior de tudo é que o emblema no peito é pequeno demais, perdendo toda a grandiosidade que o símbolo traz ao personagem. Sei que é uma referência ao visual retrô do herói utilizado por Fleischer na série de animação e por George Reeves na série de TV, mas não se conecta com a visão épica que o personagem trouxe para as telas no filme de Donner.

Quanto ao Brandon Routh em si, meus sentimentos são conflitantes. Precisamos urgentemente vê-lo em movimento, principalmente atuando, para conferir se a escolha de Singer foi realmente adequada ou não. Nas fotos como Clark ele ficou legal. Mas não me impressiona nem um pouco o sujeito no super-uniforme, o que é um mal-sinal. Clique na imagem acima para conferir em alta resolução e diga o que você acha do novo uniforme.

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ZAROFF, O CAÇADOR DE VIDAS: RESENHA DVD


(The Most Dangerous Game, 1932, P&B, 1h03)
Full Frame 1.33:1; áudio Inglês mono
Legendas: Português, Inglês, Espanhol
Magnus Opus
Cotação Filme: 3,5/5
Cotação DVD: 2,5/5

Antes de realizarem o que é talvez o maior filme de aventuras de todos os tempos, KING KONG, a dupla Ernest B. Shoedack (co-diretor, ao lado de Irving Pichel, responsável pela direção de atores) e Merian C. Cooper (produtor associado) levaram às telas, também pela RKO, outra história icônica: ZAROFF, O CAÇADOR DE VIDAS.

Um renomado caçador (Joel McCrea) é o único sobrevivente de um naufrágio e consegue escapar dos tubarões nadando até uma ilha misteriosa. Lá, conhece um recluso milionário russo (o canastríssimo Leslie Banks), assim como Eve e Martin, um casal de irmãos náufragos de um acidente anterior (Fay Wray e Robert Armstrong, que estrelariam KING KONG no ano seguinte). O milionário, também um caçador, revela ter encontrado não uma nova paixão, mas sim um novo animal para caçar: o ser humano. E como humanos não dão em árvores, sobra a função de caça para as pobres almas que aportam por ali. O jogo é simples: quem conseguir sobreviver até o amanhecer, poderá sair da ilha. Quem não tiver tanta sorte, terá o crânio enfeitando a Sala de Troféus do Conde Zaroff.
ZAROFF inspirou não só filmes como O ALVO (com Van Damme) e SOBREVIVENDO AO JOGO (com Ice T), mas principalmente Stan Lee e cia, que não pestanejaram em copiar o personagem (um caçador cossaco de origem nobre que fugiu da Rússia após a revolução) como até mesmo o seu visual e rebatizá-lo de Kraven, O Caçador, um dos principais inimigos do Homem-Aranha.
ZAROFF, O CAÇADOR DE VIDAS permanece, porém, como uma das aventuras máximas da década de 30. O filme tem pouco mais de uma hora de duração e não perde tempo para chegar direto no que interessa: uma caçada no interior da ilha, enfrentando pântanos nebulosos, crocodilos, abismos e outros perigos. McCrea deixa de ser caçador para virar caça, e, além de sobreviver, ainda tem de achar tempo de salvar Eve (Wray, treinando os gritos para KONG). A trilha sempre grandiosa de Max Steiner completa o climão de aventura.
Como bem observa o crítico e historiador Luiz Nazário no texto presente nessa edição (o único extra, ao lado de uma nota sobre Merian C. Cooper), Zaroff tem traços visivelmente homossexuais, e só se excita disputando a mocinha com outro homem. O que só adiciona complexidade ao já memorável personagem.
Esta edição de ZAROFF, O CAÇADOR DE VIDAS parece ter aproveitado a versão lançada nos EUA pela Criterion, o que se traduz em uma cópia de boa qualidade, com algumas manchas e instabilidades na imagem provenientes do negativo original, mas perfeitamente aceitáveis considerando a idade do filme. Lançado no box CINEMA FANTÁSTICO da Magnus Opus, mas pode ser encontrado separadamente.

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FESTIVAL DE CURTAS DE BH ADIA DATA FINAL DE INSCRIÇÕES

Bom, a notícia já foi dada só com o título acima, mas segue abaixo o release original:
A Organização do 7º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte informou hoje (15 de abril, sexta-feira) que as inscrições de filmes para as Mostras Competitivas Brasileira e Internacional foram prorrogadas. A data limite passa a ser o dia 02 de maio de 2005. De acordo com o coordenador do 7º Festival Curtas de Belo Horizonte, Geraldo Veloso, a decisão da ampliação do prazo para as inscrições foi tomada para atender a demandas de realizadores do Brasil e do exterior. “Produtores de países como França e Espanha, por exemplo, e também alguns brasileiros nos pediram mais tempo para inscrever seus filmes, porque ainda estão finalizando os seus trabalhos. Isto mostra o interesse de realizadores brasileiros e estrangeiros em participar do Festival. Além disso, esperamos a inscrição de uma grande quantidade de filmes brasileiros nos últimos dias. Deixar tudo para a última hora já faz parte da nossa cultura”, disse Veloso, em tom de brincadeira. Uma das exigências do regulamento é que os filmes inscritos estejam finalizados até o momento da inscrição.
Até a manhã de quinta, 261 curtas já haviam sido inscritos. Desse total, 82 estão participando da seletiva para a Competitiva Brasileira e 179 para a Internacional. Os curtas estrangeiros inscritos são originários de países como Sérvia e Montenegro, Rússia, Espanha, Irlanda, França, Holanda, Canadá, Áustria, Bélgica, Grã-Bretanha, Polônia, Croácia, Finlândia, Eslováquia, Nova Zelândia, Líbano, Israel, Cuba e Estado Unidos. As produções nacionais são de estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo., Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília.
As inscrições
As inscrições para o 7º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte são gratuitas e devem ser feitas no site oficial do evento - www.festivaldecurtasbh.com.br. Podem se inscrever filmes em película 16mm ou 35mm, com no máximo 30 minutos de duração e lançados entre abril de 2003 e março de 2005. Serão aceitos os gêneros: documentário, ficção, experimental e animação. A Organização alerta que filmes inscritos nas edições anteriores não poderão ser inscritos neste ano.

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JACKSON E SINGER: A DUPLA DINÂMICA DA TELONA

Não existem sujeitos no mundo mais invejados. Ambos tem os empregos que gostaríamos de ter. Ambos conciliam sucesso de crítica e de público. E agora, ambos dividem o mesmo set de filmagens. Pelo menos nos novos e divertidíssimos videologs de KING KONG e SUPERMAN RETURNS, que sairam hoje na net (clique nas imagens acima para conferir).
Cada um dos dois videos mostra uma perspectiva diferente para a mesma história: Peter Jackson está na última semana de filmagem de KING KONG em Wellington, NZ, e já não aguenta mais o stress e as noites sem dormir (também, quem mandou iniciar a produção de KONG logo após o término da trilogia dos anéis?). Não é de se admirar que o sujeito esteja tão magro. Enfim para ajudá-lo a terminar o filme, Jackson resolve contar com uma pequena ajuda dos amigos e quem aparece para salvá-lo? Superman? Quase! Bryan Singer, que terminou a segunda semana de filmagens de SUPERMAN RETURNS em Sidney, Austrália.
Para quem está acostumado com HQs, a idéia de crossovers entre editoras sempre teve seu fascínio. Mas o que estes videos trazem está bem além disso. Trata-se de um crossover entre diretores de filmes diferentes, de estúdios diferentes. Em suma, uma brincadeira entre amigos que transcende a burocracia comum aos estúdios e eleva o marketing cinematográfico a um novo nível.
Para os cinéfilos e fãs, é um momento único. A alegria e o bom humor são contagiantes. Ambos os videos - e a própria concepção por trás do encontro - passam essa idéia de comunidade fílmica unida, desfrutando o imenso prazer que fazer cinema proporciona. Imagino os futuros cineastas presenciando momentos como este. Seria algo como ver, caso existisse internet na década de 50, Hitchcock e Huston trocarem figurinhas online, enquanto visitam os sets de UM CORPO QUE CAI e O TESOURO DE SIERRA MADRE.
Só o fato de estarmos presenciando um evento histórico como este confirma o que já se suspeita há tempos: OS GEEKS ESTÃO NO PODER! LONGA VIDA AOS GEEKS!
Visite agora mesmo os sites KONGISKING.NET e BLUETIGHTS.NET e celebre você também.

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LANÇAMENTOS MAGNUS OPUS EM DVD

Apesar de alguns colecionadores levantarem suspeita sobre a origem dos masters da distribuidora, o fato é que a Magnus Opus está suprindo com louvor um nicho do mercado brasileiro. A distribuidora já lançou coleções imperdíveis como TOUR DE FRANCE VOL. 1 e 2 (reunindo clássicos franceses de Bresson, Clair, Epstein, Vigo, Clouzot e Duvivier), UM OLHAR JAPONÊS (com filmes de Ozu, Shinoda e Masumura), W.C. FIELDS e títulos como O HOMEM QUE RI, HAXAN, TARTUFO e TABU (ambos de F.W. Murnau), LILIOM (de Fritz Lang), SOU CUBA (de Mikhail Kalatozov), O GABINETE DAS FIGURAS DE CÊRA, entre outros.
Mês passado, a distribuidora disponibilizou uma coleção literalmente fantástica, reunindo três grandes filmes do cinema de horror e suspense: MONSTROS (de Tod Browning), ZAROFF, O CAÇADOR DE VIDAS (Irving Pichel e Ernest B. Shoedsack) e SANGUE DE PANTERA (de Jacques Tourneur). Quem curte o gênero, sabe que são títulos vitais na coleção.
Mas não para por aí. A Magnus Opus já anunciou para os próximos meses um pacote de grandes filmes:
  • GERAÇÃO PUNK (com Andy Warhol e Carole Bouquet)
  • COCAINE COWBOYS (com Andy Warhol, Jack Palance e Suzanna Love)
  • TITANIC (produção alemã de 1943)
  • SOMENTE DEUS POR TESTEMUNHA (de Roy Ward Baker)
  • SEMENTE DO MAL (primeiro longa de Billy Wilder)
  • VIVER A VIDA (de Jean-Luc Godard)
  • DIÁRIO DE UM PADRE (de Robert Bresson)
  • VAMPIROS DE ALMAS (de Don Siegel)
  • A BOLHA (com Steve McQueen)
  • O HORROR VEM DO ESPAÇO (de Arthur Crabtree)

Mais informações no site oficial da distribuidora.

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TÓQUIO JOE: RESENHA DVD

(Tokyo Joe, 1949, P&B, 1h28)
Full Frame 1.33:1; áudio Inglês mono
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Japonês, Chinês, Coreano e Tailandês
Columbia
Cotação Filme: 2,5/5
Cotação DVD: 2,5/5

Melodrama patriótico típico do pós-guerra, TÓQUIO JOE traz o coronel Joe Barrett de volta ao Japão. Veterano que abandonou esposa no Japão quando eclodiu o conflito, Barrett descobre que, ao contrário do que pensava, sua mulher continua viva, só que casada com outro americano e mãe de uma garotinha. Barrett precisa enfrentar um mafioso japonês e a burocracia do exército americano que comanda a ocupação de Tóquio, se quiser recuperar sua antiga paixão.

Após um começo titubeante, o filme vai engrenando aos poucos, principalmente quando entra em cena criminosos de guerra foragidos. É aí que Joe tem chance de se mostrar mais que um desestabilizador familiar (que é a idéia que é passada para o público, já que o novo marido de seu antigo amor é perfeito e ainda por cima auxilia Joe).

Com traje a la Indiana Jones, Humphrey Bogart ajuda a segurar o interesse, mas sem conseguir tornar a trama banal algo memorável. Observe como todas as cenas de Bogart no Japão foram obtidas com cenários e projeções de fundo.

O DVD conta com um trailer da COLEÇÃO HUMPHREY BOGART, que teve outros títulos (melhores) também lançados por aqui pela Columbia, além de trailers de outros filmes.

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ANDERSON PREPARA NOVO EXTERMÍNIO

A idéia de um grande estúdio (no caso, a Paramount, que acabou de anunciar o projeto) refilmar o clássico B O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO, do grande George A. Romero, me deixaria em pânico. Ok, sei que outro clássico do Romero ganhou uma nova e competente roupagem com MADRUGADA DOS MORTOS, que eu até curti bastante (leia aqui a resenha), mas mesmo assim, sei que refilmagens bem-sucedidas de filmes que a gente adora são raridade. Ainda mais quando tem de se adaptar às exigências dos executivos de estúdio, que querem transformar uma pérola perturbadora em um blockbuster para ser consumido com pipoca.
O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO - que trata de um acidente em uma pequena cidade da Pensilvânia que dissemina um surto de raiva entre a população - corre ainda o risco de ser confundido com as várias variantes de EPIDEMIA, graças a sua premissa básica, que também mais que influenciou EXTERMÍNIO do Danny Boyle, principalmente na crítica ao fascismo militar.
A grande sacada de Romero, não só neste mas em todos os seus filmes, é que ele não faz concessões ao público para suavizar seu tratamento, muito pelo contrário. A meta de Romero é a loucura e o horror, construindo uma atmosfera muito mais perturbadora que aventuresca, o que costuma afastar a platéia sedenta por algo que assuste, mas de uma distância segura.
Porque então que o novo O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO não está me deixando tão desesperado? Pelo fato de Brad Anderson estar no comando. Autor de romances independentes leves como PRÓXIMA PARADA, WONDERLAND (que é simpático) e FELIZ COINCIDÊNCIA (que é meio pedante), além do filme de horror SESSION 9, ainda inédito por aqui, Anderson me surpreendeu completamente com seu último longa, O OPERÁRIO. Não só pela impressionante transformação física e da fantástica atuação que ele arrancou de Christian Bale, mas principalmente pelo clima de horror psicológico que o diretor habilmente construiu. O clima perfeito para um novo O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO, diga-se de passagem.
Na pior das hipóteses, o lançamento da refilmagem poderia animar alguma distribuidora a lançar o original em DVD por aqui.

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KARATÊ KID CHEGA NA REGIÃO 1

A Sony Home Entertainment (ex-Columbia) anunciou o lançamento na Região 1 de nova edição da primeira aventura de Daniel-san e Sr. Miyagi, que será acompanhada das demais aventuras (já lançadas no Brasil) com novas capas. Eu particularmente nunca fui fã da série, mas sei que tem muita gente que mal pode esperar para inclui-la em sua coleção (Gelogurte, alguém?). Ainda mais nesta reedição, com video anamórfico e áudio remasterizado digitalmente. Ok, confesso que fiquei curioso pra conhecer o quarto filme, em que o Pequeno Gafanhoto é substituído pela “Two-Times Academy Award Winner” Hilary Swank. Será que isso foi incluído na nova contra-capa?
KARATÊ KID: A HORA DA VERDADE conta com comentários em áudio do diretor John G. Avildsen (ROCKY, UM LUTADOR), do roteirista Robert Mark Kamen (O QUINTO ELEMENTO) e do elenco; Making Of; Featurettes e Trailer. Os demais contam com legendas em português; Featurette Original (para os filmes II e III) e Jogo Interativo para DVD-Rom (para o IV).

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