A PANTERA COR-DE-ROSA: RESENHA DVD


(The Pink Panther, 1963, cor, 1h55)
Widescreen Anamórfico 2.35:1; áudio Inglês 5.1 e mono
Legendas: Português, Inglês e Espanhol
Fox / MGM
Cotação Filme: 3/5
Cotação DVD: 3/5


(The Pink Panther, 1963, cor, 1h55)
Widescreen Anamórfico 2.35:1; áudio Inglês 5.1 e mono
Legendas: Português, Inglês e Espanhol
Fox / MGM
Cotação Filme: 3/5
Cotação DVD: 3/5

(Last Mas Standing, 1996, cor, 1h41)
Widescreen Anamórfico 2.35:1; áudio Inglês 5.1 e 2.0, Português 2.0
Legendas: Português, Inglês
PlayArte / New Line
Cotação Filme: 2,5/5
Cotação DVD: 2,5/5
Depois de cruzar o caminho de samurais e bandoleiros, é a vez do estranho sem nome enfrentar gângsters, nesta atualização feita por Walter Hill da mesma trama que originou YOJIMBO e POR UNS DÓLARES A MAIS. Kurosawa e seu co-roteirista Ryuzo Kikushima são até mesmo creditados como autores do argumento. Só que aqui o estranho sem nome ganha o nome genérico de John Smith e deve muito mais a Humphrey Bogart que a Toshiro Mifune e Clint Eastwood.
A narração em off e o excesso de fusões e fades, recursos recorrentes nos film noirs, aproximam O ÚLTIMO MATADOR muito mais deste sub-gênero que dos westerns, filmes de samurais e até mesmo de gângsters. Outro elemento presente nos noirs e ausente nos demais gêneros citados são as mulheres, que aqui desencadeiam a ação, levando o protagonista a tomar decisões que transcendem o interesse pessoal. “Por causa de uma mulher é que você vai cair“, precogniza o xerife vivido por Bruce Dern.
Outra influência clara são os filmes de Hong Kong, que tomavam de assalto a Hollywood de meados da década de 90. Hill ensaia cenas de ação a la John Woo, com o herói empunhando duas armas ao mesmo tempo e com corpos voando sob o impacto das balas.
Não que seja surpresa um filme do gênero não ser exatamente sutil, mas ainda assim Hill pesa demasiadamente a mão, fazendo com que O ÚLTIMO MATADOR jamais empolgue como deveria. Culpa compartilhada pelo astro. Apesar de Bruce Willis ter a estampa perfeita para um herói pulp, o tom empregado pelo ator, com sua voz sussurrada e biquinho proeminente, é equivocado, jamais se comparando a elegância de Mifune e ao tom jocoso de Eastwood. Resta a competência da realização, mas falta brilho e emoção.
O DVD lançado pela PlayArte tem a mesma competência sem brilho de som e imagem e apenas trailers de outros filmes como extras. Vale o aluguel e só.