SODERBERGH APRENDEU A SE DIVERTIR

Pra começar, sou daqueles (poucos, imagino) que acham o Steven Soderbergh um chato pretensioso, e isso vem de longa data. Do diretor, gosto (ou gostava) muito apenas de um filme, O ESTRANHO, muito pela presença absolutamente marcante de Terence Stamp, em seu melhor papel no cinema.

Mas isso até assistir DOZE HOMENS E OUTRO SEGREDO, uma delícia de filme do começo ao fim. A companhia de Clooney, Pitt, Cheadle, Damon, Garcia e de mulheres apetitosas como Catherine Zeta-Jones (nunca tão bonita como aqui) e Julia Roberts (essa não tão pretty woman) parece que fez bem ao diretor, que aprendeu a relaxar e até a se divertir.

Se ONZE HOMENS E UM SEGREDO tinha o fardo de ser uma refilmagem e de ainda provar que a dupla Soderbergh-Clooney era capaz de levar o público ao cinema, resultando em um filme morno e sem criatividade, aqui todos chutam o balde e esbanjam vitalidade, charme e elegância. Ajudam as locações na Europa (bem mais atraentes que Las Vegas, por sinal), Vincent Cassel (que poderia ter trazido a esposa para enfeitar) e algumas participações especiais. Mas quem parece estar mais de bem com a vida é o diretor. É o melhor filme de roubo desde o igualmente injustiçado e descolado HUDSON HAWK.

Curiosamente, o filme meio que coloca o protagonista Danny Ocean em segundo plano e dá chance para os personagens de Pitt e Damon mostrarem personalidade. E que venham os treze.

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