NOVA RESENHA: CACHÉ

cache - cache

X-MEN: O CONFRONTO FINAL chega este fim de semana praticamente dominando todas as salas ainda não tomadas por MISSÃO: IMPOSSÍVEL III e O CÓDIGO DA VINCI, expulsando preciosidades que lutavam para permanecer em cartaz, como o belíssimo TRÊS ENTERROS, de e com Tommy Lee Jones. Se você tiver sorte, poderá encontrar na sua cidade algum cinema de repertório exibindo CACHÉ, novo petardo de Michael Haneke. Uma dica: vale a pena! Nem que seja como antídoto para a enxurrada de lançamentos do verão americano que já começaram a dominar as telas de todo mundo a partir desse mês. Com esse congestionamento, será impossível conferir alguma proposta mais ousada de cinema.

Não que eu esteja reclamando das grandes produções. Tudo bem que não temos nada de apaixonante até agora, mas MISSÃO: IMPOSSÍVEL III é diversão justa e O CÓDIGO DA VINCI, apesar da malhação que levou da crítica, está no mesmo nível do material que o originou. Já X-MEN: O CONFRONTO FINAL (leia as resenhas do Gelogurte e da Katchiannya) emerge como uma grata surpresa, principalmente levando-se em conta a turbulenta gestação do projeto e as patetadas da Fox. É um segmento mais do que digno para a série, confirmando que Brett Ratner não é tão ruim quanto apregoavam. UM HOMEM DE FAMÍLIA e DRAGÃO VERMELHO já davam pistas do talento narrativo do rapaz.

Tem problemas, claro, a maioria devido à pressa com que foi produzido: fotografia e cenários mal cuidados, efeitos bons mas que poderiam ser melhor acabados (onde foi parar o efeito Fênix utilizado por Bryan Singer em X-MEN 2?) e um diálogo ou outro que caberiam em uma HQ mas não num filme. De positivo, X-MEN: O CONFRONTO FINAL tem mais emoção e uma narrativa mais próxima das aventuras nos quadrinhos, com cenas mais grandiosas, infelizmente, não espetaculares devido ao curto cronograma. E não preciso dizer que tem uma cena relevante após os letreiros, certo?

Enviar por e-mail. Hits para esta publicação: 325.

Deixe um Comentário

Você deve estar conectado para postar um comentário.