NOVA RESENHA

dama na agua - dama na agua

Impressionante como os filmes mais autorais, mesmo sendo blockbusters de estúdio, esse ano afundaram na bilheteria. MIAMI VICE é um fracasso retumbante, MISSÃO: IMPOSSÍVEL 3 decepcionou, SUPERMAN: O RETORNO foi abaixo do esperado. O estranho é que são bons filmes! E os grandes sucessos? Só as mega-bobagens de estúdio, os projetos que vêm na caixinha do McDonald’s. Aqui temos mais um que se encaixa na primeira categoria. Tudo bem que talvez seja o mais fraco dos exemplos dados mas ainda tem sua personalidade. Clique aqui e confira a resenha do novo filme de M. Night Shyamalan, A DAMA NA ÁGUA.

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4 Comentários »

  1. Tadeu Albergaria disse,

    15 de Setembro de 2006 @ 15:50

    Ok …. o Shyamalan só tem um filme realmente bom que é Corpo Fechado, eu sempre fico esperando que ele volte a fazer algo do nível …. mas infelizmente…. o cara tá errando a mão com uma frequência muito grande. Achei que A Vila tinha sido uma bola fora …. mas com esta Dama n’Água perdi a paciência com o sujeito. Pra falar a verdade eu tentei gostar do filme …. mas depois de algumas horas tentando achar algum argumento razoavelmente forte pra sustentar a idéia do cara … eu percebi que o filme é ruim mesmo! Coitado do Paul Giamatti se esforçou em vão…não importa se o filme é autoral, se ele deu uma banana para a Disney…a única coisa que dar pra tirar de concreto deste filme é o tamanho do ego do cara!

  2. Gelogurte disse,

    17 de Setembro de 2006 @ 01:35

    Acho o Shyamalan bem legal, mesmo que todos os seus filmes tenham problemas graves. CORPO FECHADO eu acho os personagens sempre sérios demais, deprimidos, sempre falando baixo… e acho a cena final dispensável. Acho que ele poderia ter deixado para o espectador ligar os pontos. Mas gosto muito do filme, talvez seja o meu favorito dele.

    A DAMA NA ÁGUA para mim sofre dos mesmos problemas de A VILA e SINAIS. Ambos têm grandes atuações, uma premissa interessante… mas se perdem no roteiro em bobagens que poderiam ser evitadas. Em A DAMA é ainda mais frequente. Mas não sei por quê o filme me cativou. Acho que talvez o elemento fantástico, o herói improvável… todas essas coisas falam muito alto comigo. E isso acaba fazendo toda a diferença. Não há como falar sobre um filme apenas tecnicamente. Toda a cultura, vida, experiência do espectador é que vai acabar determinando se ele gostou ou não. O James Cameron gostou de ALIEN VS. PREDADOR, só pra dar uma idéia do que quero dizer.

    E eu, como um cara tímido, solitário, bonachão e que tenta ser legal com todo mundo, um dia sonho em ser o herói da minha Story.

  3. Kas disse,

    17 de Setembro de 2006 @ 17:39

    Só pra por mais lenha na fogueira, cito aqui parte de um texto que o Luiz Carlos Merten, um dos meus críticos favoritos, publicou no blog dele:

    Tenho entrevistado, com alguma freqüência (e pelo telefone) o diretor francês Arnaud Desplechin. A última vez que falamos foi a propósito de REIS E RAINHA, que virou uma espécie de obra de referência da crítica mais avançada. Em conversa com Arnaud, vou dizer assim, como se fosse um amigo, ele disse uma coisa interessante - que a divisão entre cinema comercial e de arte é coisa de maus críticos. Ele citou CORPO FECHADO, de M. Night Shyamalan. Disse que é o maior filme sobre racismo da história do cinema. Aquele cara, interpretado por Samuel L. Jackson, que qualquer coisa pode quebrar, é a metáfora mais poderosa, segundo Arnaud, do racismo na tela.
    Me lembro que, no Brasil, os coleguinhas (críticos) caíram matando. Viram no filme só o maniqueísmo tradicional de Hollywood, essa coisa de que o bem e o mal absolutos não existem, etc e tal. Seguindo a indicação de Arnaud Desplechin, poderia sugerir que vissem o filme de novo, e desta vez tentando entender, porque às vezes não é fácil entender o cinemão.

  4. Tadeu Albergaria disse,

    18 de Setembro de 2006 @ 11:08

    Gelogurte,

    Entendo seu ponto de vista e concordo com você quando afirma que sobre um filme não podemos falar somente sobre a sua parte técnica. É exatamente o elemento fantástico, o herói improvável e solitário é que não deu aquela “liga” que eu esperava. Gostei dos diferentes movimentos de câmara que ele usou, a relação entre a estudante universitária e o Cleveland Heep, a forma e o enfoque que ele deu sobre a decadência humana em seguidas imagens de guerra na TV. Mas no cômputo geral achei o filme fraco. Agora não conta pra ninguém não … mas não foi só o James Cameron que gostou de Alien vs Predador … eu também gostei, me diverti muito com aquele filme.

    Kas,

    Muito interessante isso que o Arnaud Desplechin falou e apesar de eu não ter notado isso anteriormente consigo enxergar o que ele quis dizer … deu vontade de ver o filme de novo!

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