O HOMEM RI EM DÁLIA NEGRA

O novo De Palma, A DÁLIA NEGRA, dividiu radicalmente público e crítica no mundo inteiro, com sua releitura - para muitos, fake - do universo do film noir.
Bem mais interessante que essa discussão é saber que o filme serviu pelo menos para recuperar para alguns e revelar para outros um filme realmente sensacional, que faz parte do intrincado quebra-cabeças da trama de A DÁLIA NEGRA: O HOMEM QUE RI, realizado pelo alemão Paul Leni em Hollywood em 1928.
Egresso do expressionismo, Leni encontrou sua casa ideal nos estúdios da Universal (que abrigaria também vários outros grandes nomes do movimento, como Karl Freund). O HOMEM QUE RI, vivido com impressionante vigor por Conrad Veidt, ele mesmo vindo de O GABINETE DO DR. CALIGARI e O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA) figura com destaque entre os monstros clássicos do estúdio, tendo antecipado ainda Drácula e Frankenstein. Como todos os monstros da Universal, o Gwynplaine de O HOMEM QUE RI é uma figura trágica, que desperta compaixão no lugar de repulsa. Gwynplane teve na infância seu rosto desfigurado em um eterno sorriso e com isso é obrigado a viver em um circo de horrores. O personagem foi criado pelo romancista francês Victor Hugo (ele mesmo adepto de monstros trágicos, como o Corcunda de Notre Dame) e inspirou ainda a criação da mente mais psicótica de Gotham City. Produzido no final da era do cinema mudo, já conta com trilha sonora e alguns efeitos sonoros, mas não diálogos.
O HOMEM QUE RI está disponível em DVD no Brasil pela Magnus Opus, e pode ser adquirido tanto em edição avulsa quanto na coleção O HORROR SILENCIOSO, que inclui também os impressionantes O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA (também de Leni) e HÄXAN - A FEITIÇARIA ATRAVÉS DOS TEMPOS, do dinamarquês Benjamin Christensen. Vale a pena assistir antes de conferir o A DÁLIA NEGRA do De Palma.
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Tadeu disse,
19 de Outubro de 2006 @ 13:00
A Dália Negra realmente divide opiniões, o filme me deixou com um sabor amargo pois há anos que espero uma boa adaptação sobre o famoso caso do assassinato de Elizabeth Short e, na minha opinião, o que o De Palma fez foi colocá-lo em segundo plano não dando a atenção merecida. Ele aproveitou a oportunidade e época do acontecido para criar um filme noir sobre um triângulo amoroso. Dentre inúmeros livros publicados sobre o assunto, o escolhido foi o de James Ellroy, que é uma obra de ficção bem no estilo do autor. Acho LA - Cidade Proibida uma adaptação bem melhor de outra obra de Ellroy. Eu não sei mas acho que o caso da Dália Negra por ser tão mítico, merecia um filme mais focado e investigativo e menos romanceado.
Agora, por outro lado, é visível o dedo de Brian DePalma na qualidade técnica e na excelência visual do filme, mesmo não acertando tanto na estória é ainda muito melhor do que muita coisa nova que tem sido lançada. Achei o Josh Hartnett meio mal escalado também … não convenceu.
Em outra nota….Kas, meu querido … onde que eu acho Häxan para comprar … eu tenho que ter esse filme! É fácil de achar?
Kas disse,
19 de Outubro de 2006 @ 13:26
Oi Tadeu,
Você encontra o HÄXAN para comprar no link abaixo:
http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=6&ProdId=272440&ST=SE
Ou então na coleção O HORROR SILENCIOSO, que eu recomendo:
http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=6&ProdId=279005&ST=SE
Boa aquisição!
Tadeu disse,
19 de Outubro de 2006 @ 13:50
Valeu Kas …. aquisição consumada!