HORA DO RUSH 3, A (por Gelogurte)

hora rush 3 - hora rush 3

RUSH HOUR 3, EUA, 2007
De Brett Ratner
Com Jackie Chan, Chris Tucker, Vinnie Jones, Hiroyuki Sanada, Noémie Lenoir, Max von Sydow, Yvan Attal, Sun Ming Ming, Roselyn Sanchez, Roman Polanski, Tzi Ma

Pobre Brett Ratner! Por mais que tente equilibrar sua carreira entre filmes aventuras leves (LADRÃO DE DIAMANTES, X-MEN - O CONFRONTO FINAL), trabalhos mais sérios (DRAGÃO VERMELHO e UM HOMEM DE FAMÍLIA) e a produção de filmes menores (NA RASTRO DA BALA) para TV, vídeo e mesmo séries (a ótima PRISON BREAK), Ratner não ganha uma folga da crítica especializada. Seu trabalho menos criticado acabou sendo mesmo a série A HORA DO RUSH, que unia o comediante Chris Tucker ao palhaço lutador Jackie Chan, que é seu pior trabalho como diretor até hoje. Desculpe, depois de TUDO POR DINHEIRO. Coincidência ambos serem protagonizados pelo chato de galochas Tucker? Não.

Ratner pode não ser um talento nato. Pode não ser um talento, ponto. Mas mesmo com um roteiro péssimo, um chato de galochas, um lutador marcial que era mais famoso por fazer todas as suas próprias cenas perigosas (o que fica claro nesse filme que ele não mais o faz), o diretor sabe contar uma história chinfrim em curtos 90 minutos e divertir.

Enquanto vemos o detetive James Carter (Tucker) rebaixado a guarda de trânsito, onde perde mais tempo dançando e cantando do que realmente vigiando o tráfego, o inspetor Lee (Chan) acompanha um embaixador a uma assembléia onde entregará o nome de um famoso líder da Tríade, a máfia chinesa. Mas no meio de seu discurso, o embaixador é baleado e cabe a Lee e Carter pegar o culpado. Nem me lembro o porquê exatamente dos dois acabarem em Paris. Mas nem importa.

Tucker é o que os americanos costumam chamar de pônei de um truque só, o que fica dolorosamente evidente na série A HORA DO RUSH. Falar muito e rápido, em tons estridentes e irritantes, e uma breve imitação das danças de Michael Jackson aqui e ali. E só. Agora, qual foi o último filme de Tucker? A HORA DO RUSH 2. Antes disso? A HORA DO RUSH. Em quase 10 anos ele fez apenas 3 filmes! Como ele consegue arrancar da New Line nada menos que US$ 20 milhões de dólares por filme, isso só seu agente pode responder. Já Jackie Chan, pobre coitado, nunca emplacou outro verdadeiro sucesso. A não ser, de forma bem mais modesta, com a série BATER OU CORRER, que é praticamente a mesma coisa, só que com outro chato no lugar de Tucker, Owen Wilson.

Se o primeiro teve orçamento modesto (US$ 37 milhões) e foi um sucesso surpresa (US$ 244 milhões no total), o segundo já custou o preço de um blockbuster de verdade (US$ 90 milhões) mas também rendeu como um (US$ 347 milhões). O terceiro foi ainda mais caro (US$ 140 milhões) e vem “decepcionando” nas bilheterias americanas. Mas certamente vai fechar no azul e ainda arrecadar um bocado de dinheiro internacionalmente para o estúdio. Mesmo com a péssima recepção da crítica, essa merecida. Houve filmes piores esse ano? Claro, mas isso não é desculpa.

O fato é que Brett Ratner merece menos. Sim, menos. Porque quanto menos dinheiro ele tem, aparentemente melhor ele trabalha. Se anos atrás ele tinha nas mãos uma das grandes apostas da Warner, que era a revitalização da franquia SUPERMAN, após sua demissão do projeto parece que Ratner anda desgostoso com o cinema. Por mais que X-MEN 3 não seja um filme ruim, ainda há a sensação de que ele resolveu se reduzir a um mero diretor de encomenda. E depois do SUPERMAN - O RETORNO de Bryan Singer, fiquei até curioso pra ver como Ratner se sairia. Mesmo com o roteiro absurdo de J. J. Abrams que recontava a história da personagem.

Nota: **

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1 Comentário »

  1. A GALÁXIA » DÊ A RATNER UMA CHANCE, MAS NÃO PELO TERCEIRO RUSH! disse,

    7 de Setembro de 2007 @ 12:13

    […] Como todo diretor de estúdio, Ratner depende do material que lhe é entregue, e no caso de A HORA DO RUSH 3, a qualidade deste é bem duvidosa. Duvida? Confira por você mesmo e depois dê uma olhada nas resenhas que eu e o Gelogurte escrevemos. […]

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