* APENAS UMA VEZ (por Kas)

De John Carney
Com Alaistair Foley, Catherine Hansard, Glen Hansard, Kate Haugh, Senan Haugh, Darren Healy, Gerard Hendrick, Bill Hodnett, Markéta Irglová, Danuse Ktrestova, Pat McGrath, Sean Miller, Geoff Minogue, Leslie Murphy, Mal Whyte
Um músico de rua irlandês, que sofre com o abandono pela namorada, conhece uma imigrante tcheca que vende flores na calçada. Ela o aborda quando este está cantando uma de suas canções próprias e logo estarão compondo e tocando juntos. Esta é a simples história de amor de APENAS UMA VEZ, o fenômeno independente que varreu o mundo e cuja trajetória de sucesso culminou no Oscar deste ano, onde foi premiado com o Oscar de Melhor Canção Original (a doce Falling Slowly, composta pela dupla de protagonistas Glen Hansard e Markéta Irglová).
Chamar Hansard e Irglová de atores seria talvez um exagero. Como afirmou o cineasta britânico Alan Parker, na época do lançamento de seu THE COMMITMENTS (do qual Hansard participou), é mais fácil fazer um músico atuar do que fazer um ator cantar e tocar instrumentos musicais de forma crível. Os músicos Hansard e Irglova, apesar de bastante simpáticos e expressivos, não possuem formação ou técnica dramática. Isto não quer dizer que sejam ruins ou que pareçam amadores. O roteiro do diretor John Carney se baseia em experiências pessoais da dupla, do momento em que se conheceram até a gravação de seu primeiro álbum. A familiaridade com essa trajetória certamente ajudou aos protagonistas a “vestirem” seus personagens, mantendo a naturalidade da encenação. A câmera mantém, na maior parte do tempo, o ângulo de visão humano, sem malabarismos desnecessários ou nada que faça o espectador acreditar que aquela história seja produto de alguma linha de montagem hollywoodiana.
Se isto sacrifica na inventividade da encenação, contabiliza na graça e na espontaneidade. APENAS UMA VEZ tem como modelo o par de filmes que talvez melhor represente o romance moderno, ANTES DO AMANHECER e ANTES DO PÔR DO SOL, ambos de Richard Linklater. Só que troca os diálogos pela melodia e pelos versos. É um filme bonito e seu encanto é palpável, um encanto do dia a dia. Tão singelo quanto as canções entoadas pela dupla.
Nota: ***
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A GALÁXIA » APENAS UMA RESENHA… disse,
18 de Abril de 2008 @ 11:24
[…] […]