GABINETE DO KAS: ENTOURAGE: 1ª TEMPORADA / BUGSY / A CHAVE DE VIDRO

entourage - entourage

ENTOURAGE: A PRIMEIRA TEMPORADA COMPLETA
Entourage: The Complete First Season, EUA, 2004
IDIOMA: Inglês 2.0, Espanhol 2.0
LEGENDAS: Português, Inglês, Espanhol
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Comédia – 212 min – Cor – Warner
Criação: Doug Ellin
Com Adrian Grenier, Kevin Connoly, Kevin Dillon, Jerry Ferrara, Jeremy Piven
Sinopse
O cotidiano de um jovem astro do cinema e seu séqüito de amigos.
Comentários
Na era das celebridades, é de se admirar que tenham demorado tanto para criarem uma série que acompanha o dia a dia de um astro do cinema. Até que surgiu essa ENTOURAGE, bancada por Mark Wahlberg e pela HBO. Visivelmente inspirada nas experiências do próprio Wahberg (que admite isso no making of que acompanha a edição) e de outros jovens astros, como Leonardo DiCaprio e Tobey Maguire, a série retrata com muito humor e inteligência o cotidiano de uma celebridade, no caso o do astro em ascensão Vincent Chase (Grenier, de O DIABO VESTE PRADA), suas escolhas profissionais (seu agente é feito pelo ótimo Piven) e as regalias condizentes com seu status. Curiosamente, nunca o vemos realmente exercendo sua profissão nos sets de filmagem, apenas os bastidores e os momentos de curtição de Chase, seu irmão mais velho e ator fracassado Johnny Drama (Kevin Dillon, ele mesmo irmão menos famoso de uma celebridade, Matt Dillon) e de dois amigos. Também não aparecem os paparazzi, ou seja, é bom considerar tudo mais uma fantasia que um retrato exato da carreira no show business. Feito isso, é mais do que possível curtir os oito episódios que compõem essa primeira temporada, ainda mais atraentes pelas diversas participações especiais de astros e estrelas, algumas vezes fazendo eles mesmos. Alguns episódios trazem opção de comentários em áudio (sem legendas).

FILME: ***
DVD: ***

bugsy - bugsy

BUGSY: EDIÇÃO ESTENDIDA
EUA, 1991
IDIOMA: Inglês 5.1, Francês 5.1, Português 1.0
LEGENDAS: Português, Inglês, Francês
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.85:1
Drama / Romance / Policial – 2h29 – Cor – Sony
Direção: Barry Levinson
Com Warren Beatty, Annette Bening, Harvey Keitel, Ben Kingsley, Joe Mantegna, Elliot Gould
Sinopse
O famoso gângster Bugsy Siegel vai à Los Angeles a negócios e se apaixona pela pretendente a starlet Virginia Hill.
Comentários
O diretor Levinson tem uma carreira bem irregular, com bons (O ENIGMA DA PIRÂMIDE, MERA COINCIDÊNCIA) e maus momentos (A REVOLTA DOS BRINQUEDOS, ESFERA). Felizmente, BUGSY se encontra entre seus sucessos. Não se trata de uma cinebiografia do gângster que dominou, juntamente com Charlie Luciano e Meyer Lansky, toda a costa leste, e sim, da dramatização do período, no início dos anos 40, em que Siegel foi à Los Angeles para cair de amores não apenas pela bela e promíscua atriz Virginia Hill, mas também pelo universo das celebridades. Amigo de infância do astro George Raft, se encanta pela fama. Vaidoso, megalomaníaco, mulherengo e psicótico, Siegel cai como uma luva para o talento de Beatty. Este o interpreta como um visionário, que planta em pleno deserto do Monjave a semente para a Las Vegas, tal como hoje conhecemos. Curiosamente, foi aqui que o nada comportado astro conheceu e se apaixonou pela excelente Bening, com quem se casou e vive até hoje. Bening tem a aura e o charme das estrelas de outrora, o que é propício para a abordagem nostálgica de Levinson, que filma nos moldes das produções da própria época retratada. O diretor é apenas correto e isso impede que BUGSY seja memorável, apesar do ótimo elenco, do roteiro e dos diálogos inspirados de James Toback (diretor de UMA PAIXÃO PARA DUAS) e da eficiente reconstituição de época (o filme levou os Oscars de Direção de Arte e Figurinos). Esta versão é a estendida, com 15 minutos a mais do que a lançada nos cinemas e em DVD. Não que acrescentem muito. A edição dupla vale mais pela qualidade aprimorada de áudio e imagem e pelo ótimo documentário (com 1h30min de duração) presente no segundo disco. Trailers, duas cenas excluídas e o teste completo de Siegel/Beatty para ser ator, apenas vislumbrado no filme, também fazem parte do pacote.

FILME: ***
DVD: ****

chave vidro - chave vidro

A CHAVE DE VIDRO
The Glass Key, EUA, 1942
IDIOMA: Inglês 1.0
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Policial – 1h25 – P&B – Classicline
Direção: Stuart Heisler
Com Brian Donlevy, Veronica Lake, Alan Ladd, Bonita Granville, Richard Denning, William Bendix
Sinopse
Político (Donlevy) é acusado de um crime e seu braço direito, Ed Beaumont (Ladd), tenta descobrir a verdade ao mesmo tempo em que tem de lidar com as investidas da bela pretendida de seu chefe (a insinuante Veronica Lake).
Comentários
Alan Ladd ainda não era um astro quando fez essa adaptação de um romance de Dashiell Hammett, daí o fato de seu nome aparecer nos letreiros após os de Donlevy e Lake, apesar de Ladd ter o papel principal. Na verdade, é a segunda versão do livro de Hammett para o cinema, a primeira produzida sete anos antes com George Raft no papel de Beaumont. É curioso que, apesar da baixa estatura e do tipo mignon, Alan Ladd seria conhecido por este tipo de papel, o do sujeito durão e frio, como o que o imortalizou, o do pistoleiro Shane em OS BRUTOS TAMBÉM AMAM. O diretor Heisler, que dirigiu Bogart em TÓQUIO JOE, filma sem firulas e encena pelo menos um momento marcante, o do brutal espancamento de Beaumont pelas mãos do sádico Jeff (Bendix, de UM BARCO E NOVE DESTINOS). O filme permanece inédito em DVD nos EUA (foi lançado apenas na Europa), o que explica esta cópia regular, tirada de VHS. Sem extras.

FILME: **
DVD: *

 | Enviar por e-mail  | Hits para esta publicação: 1489

1 Comentário »

  1. A GALÁXIA » MAIS UM GABINETE DO KAS! disse,

    14 de Setembro de 2007 @ 16:33

    […] O que me deixa triste em gastar uma grana dando um upgrade nos equipamentos para poder curtir um bom filme com boa qualidade de som e imagem é, além de ficar com o salário contado durante meses, ver que certas distribuidoras ainda se empenham tão pouco no lançamento dos DVDs. Por exemplo, por que lançar séries… ou melhor, por que lançar qualquer coisa em tela cheia? Tirando os filmes e séries que foram filmadas nesse formato, claro. Mas hoje em dia tudo é widescreen, por que filmar em tela cheia? Um exemplo de cada nesse gabinete. Tela cheia e qualidade ruim. Qual é qual, só clicando para saber. […]

RSS para comentários nesta publicação · URI para link desta publicação:

Deixe um Comentário

Você deve estar conectado para postar um comentário.