GABINETE DO KAS: O CÓDIGO DA VINCI / O ÚLTIMO CHÁ DO GENERAL YEN / SEPARADOS PELO CASAMENTO

O CÓDIGO DA VINCI
The Da Vinci Code, EUA, 2006
IDIOMA: Inglês 5.1; Português 5.1; Espanhol 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês, Espanhol
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 2.40:1
Suspense – 2h54 – Cor – Sony
Direção: Ron Howard
Com Tom Hanks, Audrey Tautou, Jean Reno, Paul Bettany, Alfred Molina, Ian McKellen
Sinopse
Um misterioso assassinato dentro do Louvre leva um professor americano em uma jornada em busca de um tesouro capaz de abalar os alicerces da Igreja.
Comentários
Lançado com pompa e circunstância no Festival de Cannes (foi o filme de abertura do evento), esta adaptação do best-seller de Dan Brown recebeu duras críticas, que não impediram, porém, o extraordinário sucesso nas bilheterias (mais de US$ 756 milhões acumulados até agora, o que o posiciona como a 21ª maior bilheteria de todos os tempos). O problema foi terem entregado a adaptação ao medíocre Ron Howard, um diretor quadrado que na melhor das hipóteses, entrega um longa competente e apenas satisfatório (APOLLO 13, UMA MENTE BRILHANTE, que lhe deu o Oscar).
Não é o caso aqui. Howard, tentando agradar aos leitores do romance, realiza uma versão extremamente fiel, mais ou menos como Chris Columbus fez com os dois primeiros HARRY POTTER. Só que ao deixar a criação cinematográfica de lado, esvazia toda a tensão presente no livro de Brown que, convenhamos, não era grande coisa, mas que prendia a leitura através de fortes ganchos narrativos inseridos ao final de cada capítulo. A versão de Howard passa de locação a locação, com excesso de exposição através de diálogos e pouca ação visual. O pior é que tudo é tão mal filmado (a fotografia é inexplicavelmente escura), mal montado, parece ter sido feito às pressas. Some-se a isso um protagonista mal escalado, com Hanks deslocado como o herói, Robert Langdon, um papel por demais passivo, mais apropriado para um Viggo Mortensen da vida. O resto de elenco atua em piloto automático, talvez ciente da proposta somente comercial da empreitada. A exceção é o grande Ian McKellen, que ilumina a tela quando entre em cena, no papel de um espirituoso pesquisador amigo de Langdon. Enquanto McKellen traz vida ao enredo, que envolve uma conspiração e diversas “liberdades” com a História e com a religião, a emoção fica por conta da excelente trilha sonora de Hans Zimmer, a única chance do filme no Oscar.
Esta edição estendida vem numa luxuosa embalagem, mas os 25 minutos a mais em nada acrescentam ao longa visto nos cinemas, que continua frustrante enquanto proposta de thriller. Pode ser interessante pelas releituras teológicas, mas falha no mais básico elemento do suspense. O DVD duplo conta com vários extras, como documentário sobre a produção, com direito a visita às várias locações, entrevistas com a equipe, elenco e Dan Brown, a impressão dos mesmos sobre a Mona Lisa, perfil dos protagonistas, especiais sobre os códigos visuais inseridos no filme e sobre a trilha sonora. Todos legendados mas nenhum particularmente interessante ou informativo. Só fica mais claro o quanto o Ron Howard é a cara de seus filmes.
FILME: **
DVD: *** ½

O ÚLTIMO CHÁ DO GENERAL YEN
The Bitter Tea of General Yen, EUA, 1932
IDIOMA: Inglês 1.0
LEGENDAS: Português, Inglês, Japonês, Coreano
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Romance / Drama – 1h27 – P&B – Sony
Direção: Frank Capra
Com Barbara Stanwyck, Nils Asther, Toshia Mori, Walter Connolly, Gavin Gordon
Sinopse
Missionária é seqüestrada por um general em meio aos conflitos na Xangai da década de 30.
Comentários
Curiosa e pouco conhecida incursão de Frank Capra no território do melodrama ainda mais interessante pela alta carga de violência e tensão sexual, elementos ausentes nos sucessos do diretor, como ACONTECEU NAQUELA NOITE, A MULHER FAZ O HOMEM e A FELICIDADE NÃO SE COMPRA. Um dos motivos pra essas ousadias é que o filme foi realizado antes da instauração do Código Hayes em 1934, um documento que visava moralizar a produção hollywoodiana, abolindo todo e qualquer elemento que ferisse a conduta dos americanos, como referências a drogas, sexo, violência excessiva e profanidades. Este documento regularizou a produção cinematográfica americana durante 30 anos. Não impedia, porém, a visão preconceituosa e imperialista que Hollywood manteve sobre os demais povos que não europeu. Como Capra faz aqui com os chineses, vistos como traiçoeiros, covardes, manipuladores e desonestos. Tirando a ideologia deturpada, o filme é uma grata surpresa, estabelecendo uma interessante relação entre a missionária americana (Stanwick, a femme fatale de PACTO DE SANGUE) e o general chinês (Asther, maquiado como oriental) e um dilema moral entre o desejo e a razão. O talento do diretor se faz sentir tanto nos momentos mais intimistas quanto nas cenas de multidão. Boa cópia, mas sem extras.
FILME: *** ½
DVD: ***

SEPARADOS PELO CASAMENTO
The Break Up, EUA, 2006
IDIOMA: Inglês 5.1, Português 5.1, Espanhol 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês, Espanhol
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.85:1
Comédia / Romance – 1h46 – Cor – Universal
Direção: Peyton Reed
Com Jennifer Aniston, Vince Vaughn, Joey Lauren Adams, Ann-Margret, Judy Davis, Jon Favreau, Vincent D’Onofrio
Sinopse
As agruras de um casal levam a uma inevitável separação, só que nem um dos dois está disposto a abandonar o apartamento onde vivem.
Comentários
Escrita e produzida pelo próprio Vaughn, esta comédia (leia a resenha de cinema aqui) acabou rendendo uma mídia espontânea graças ao envolvimento do ator com sua co-protagonista Aniston (a Rachel de FRIENDS) e se convertendo em grande sucesso de bilheteria. Mas independente da publicidade gratuita, o filme tem seus próprios méritos, começando pela direção de Peyton Reed (ABAIXO O AMOR) que soube dosar os elementos de humor e drama sem perder o tom do filme. Dessa forma, SEPARADOS PELO CASAMENTO é um comédia triste, daquelas que faz rir sem deixar de lado a melancolia que se segue ao fim de um relacionamento. Tanto Vaughn quanto Aniston estão bem, construindo personagens de fácil identificação com a platéia. O elenco coadjuvante também ajuda, mesmo com papéis não tão interessantes. O chapa de Vaughn, Jon Favreau, é o mais bem sucedido, no óbvio papel de melhor amigo.
Edição conta com uma boa faixa de comentários em áudio de Vaughn e Aniston (mas não do diretor), em que ambos mostram profundo conhecimento sobre as necessidades do roteiro e sobre as decisões narrativas, algo pouco comum em comentários de atores. Ajuda, claro, Vaughn ser mais que apenas o astro. Os demais extras são cenas excluídas e estendidas, final alternativo e erros de gravação (na verdade, improvisos do elenco que ficaram de fora da montagem final), todos legendados.
FILME: ***
DVD: *** ½
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3 Comentários »
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A GALÁXIA » NOVO GABINETE DO KAS! disse,
15 de Dezembro de 2006 @ 15:30
[…] […]
monique brignone disse,
23 de Junho de 2007 @ 18:32
eu acho o codigo da vince um filme um tanto confuso,pois mistura arte com a religião.
me pergunto a mesma coisa que dis no sipsone :
que segredos guarda o sorriso da monalisa.
pois é um verdadeiro mistério pois algums disem que a monalisa é o auto retrato de leonardo da vince,outros disem que é a mulher dele.
Mas o maior mistério está no mais famoso de seus quadros a santa seia onde seria a chegada do santo graau.
A pintura mostra realmente o que está no filme , a posição de jesus e maria madalena,não a taças de vinho na mesa, entre outras coisas.
Eu gostei do filme é muito intereçante
Jackson disse,
9 de Agosto de 2007 @ 16:45
O filme é muito bom apesar de eu não entender de religião me mandem o significado da estrela do filme akela invertida…………