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	<title>A GALÁXIA</title>
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	<description>Cinema, DVD e outros planetas</description>
	<pubDate>Sat, 31 May 2008 15:01:23 +0000</pubDate>
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		<title>* INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (por Gelogurte)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 17:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gelogurte</dc:creator>
		
		<category>CINEMA</category>

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		<description><![CDATA[ INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL, EUA, 2008
De Steven Spielberg
Com Harrison Ford, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, Karen Allen, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent
Para uma criança dos anos 80, é irresistível o apelo de um filme como INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL. A colaboração Spielberg/Ford/Lucas torna a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="alinhar_dir_caixa"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/indiana_jones_reino_caveira_cristal.jpg" alt="indiana jones reino caveira cristal - indiana jones reino caveira cristal" title="indiana jones reino caveira cristal - indiana jones reino caveira cristal" /></div> <em>INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL</em>, EUA, 2008<br />
<strong>De</strong> Steven Spielberg<br />
<strong>Com</strong> Harrison Ford, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, Karen Allen, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent</p>
<p>Para uma criança dos anos 80, é irresistível o apelo de um filme como <strong>INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL</strong>. A colaboração <strong>Spielberg/Ford/Lucas</strong> torna a presença de qualquer nostálgico, ou pelo menos um <em>geek</em> que se preze, no cinema, obrigatória. Mas verdade seja dita, o filme não é grande coisa. Calma, não desanime. Mesmo com todos os problemas, estamos falando da volta às telonas de um dos maiores ícones do cinema.</p>
<p>Uma nova aventura de INDIANA JONES levou 20 anos para ser feita. A culpa da decepção não é da expectativa. Afinal, depois de alguns minutos de projeção (ou mesmo após assistir aos trailers algumas vezes), esquece-se que <strong>Harrison Ford</strong> completa 66 anos em julho próximo. O chapéu, a jaqueta de couro e o chicote ainda pertencem a um ator no auge de sua forma, mesmo de ralos cabelos grisalhos e muitas rugas. E por mais que este novo capítulo na saga do arqueólogo mais bacana de todos os tempos não seja tão satisfatório quanto os outros (pelo contrário: é sem dúvida o mais fraco da série), ao ver Indy lutando com soldados russos ao som dos famosos acordes de <strong>John Williams</strong> já é delicioso por si só.</p>
<p>Mas então o que diabos aconteceu? <strong>Steven Spielberg</strong> não é hoje o cineasta de 20 anos atrás. Seu jogo agora é outro. Hoje ele praticamente se desdobra em duas personalidades completamente diferentes: a do diretor sério de filmes como MUNIQUE e A LISTA DE SCHINDLER e a do diretor/produtor/dono de estúdio que quer fazer filmes divertidos para todas as idades e, claro, ganhar muito dinheiro. Infelizmente é a segunda faceta que dirige esta nova empreitada e esta é menos talentosa e muito mais careta do que o amálgama nostálgico que antes entregava sucessos de público e crítica como ET, TUBARÃO e OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA. Mas não se engane! Ele ainda é um mestre da sétima arte e é o segundo elemento que salva o filme do desastre (o primeiro, claro é Harrison Ford).</p>
<p>Talvez o problema seja que ainda mais careta que Spielberg é seu chapa e produtor <strong>George Lucas</strong>, o que já era evidente desde o primeiro episódio da nova trilogia STAR WARS. É de Lucas a culpa da rejeição do roteiro escrito por Frank Darabont, diretor e roteirista de grandes filmes como UM SONHO DE LIBERDADE e À ESPERA DE UM MILAGRE, e escolha pessoal de Spielberg. Inclusive, Darabont disse em entrevistas que escrever o roteiro da nova aventura de Indiana Jones foi um dos trabalhos mais estressantes e satisfatórios que já teve. Que depois de várias versões e rewrites, ele e o diretor finalmente chegaram ao resultado que queriam&#8230; para então ganhar uma ducha de água fria de Lucas que rejeitou o roteiro e trouxe um de seus protegidos, <strong>Jeff Nathanson</strong>, este sim uma aposta incerta, para dar ao filme a cara que ele queria. Também não deu certo e é aí que mora o perigo. Um perigo chamado <strong>David Koepp</strong>.</p>
<p>Se Darabont já era uma escolha muito mais inspirada do que Nathanson, que escreveu roteiros simpáticos como O TERMINAL e PRENDA-ME SE FOR CAPAZ mas também tristezas como VELOCIDADE MÁXIMA 2 e as duas continuações de A HORA DO RUSH, Koepp é uma escolha realmente medíocre. Este sim é praticamente um peão de obra veloz que costuma fazer colchas de retalhos com o trabalho de outros roteiristas mais talentosos e normalmente é salvo apenas pela eficiência de diretores como Brian De Palma e o próprio Spielberg. Quando sozinho, sua falta de capacidade fica evidente como no péssimo A JANELA SECRETA, que adaptou da obra de Stephen King e dirigiu.</p>
<p>Falta então a genialidade dos roteiristas anteriores como Lawrence Kasdan e Philip Kaufman para dar a INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL mais do que simples cenas de ação e piadinhas simples entre elas. Muita gente pode torcer o nariz para os efeitos visuais usados mas há de se lembrar que temos aqui um &#8220;novo&#8221; Indy. Aquele que enfrentava nazistas em plena Segunda Guerra Mundial dá hoje lugar a um herói da era atômica, do auge dos filmes de ficção científica. É uma nova era. Mesmo que muito dessa facilidade em usar efeitos visuais tire um pouco da criatividade e tensão que Spielberg antes criava em cenas muito menos megalomaníacas e elaboradas.</p>
<p>Mas, como eu disse antes, se você é uma criança dos anos 80, seu coração vai bater mais rápido apenas em ouvir os acordes de John Williams e conferir o jeito desengonçado de Harrison Ford de se safar das mais inacreditáveis situações. E a criançada de hoje, que se satisfaz facilmente com lixos de Michael Bay e McG, talvez curta ainda mais.
</p>
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