ALBERGUE, O (por Gelogurte)
HOSTEL, EUA, 2005
De Eli Roth
Com Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Barbara Nedeljakova
Eu sei que essa resenha está um pouco atrasada mas eu queria falar desse filme sem parecer um completo maníaco.
Meses atrás, apareceu uma discussão no A Galáxia sobre “filmes de menino” e “filmes de menina”, que tal coisa não existia, tudo era uma questão de gosto e a Katchiannya então declarou seu amor por filmes como CARGA EXPLOSIVA. Eu concordo. Mas é difícil não enxergar O ALBERGUE como um filme de menino.
O novo filme de Eli Roth, que já dava indícios de esquisitice com CABANA DO INFERNO, parece ser, antes de qualquer outra coisa, um espetáculo fetichista. A primeira metade do filme é recheado de belas mulheres fáceis, lindas, em grande parte semi-nuas, realizando os desejos mais íntimos de três rapazes em férias na Europa. A segunda parte já consiste de tortura, morte, tudo isso de forma muito explícita, coisa que a maioria das mulheres que eu conheço não gosta nem de ouvir falar. Talvez até explícita demais, o que facilite a digestão de tanta carnificina já que a maquiagem do pessoal da KNB EFX Group é um pouco gráfica demais. Para não dar essa impressão, só mesmo um George Romero que sabe como filmá-la… ou melhor, como não filmá-la.
Além disso, o filme tem outro problema em um de seus personagens, o islandês Oli, que ocasionalmente soa meio falso. Não que o típico jovem americano viajando de mochilão Europa afora, especialmente na Holanda, não esteja muito mais interessado em novas e curiosas formas de alteração e sexo rápido do que em visitar os pontos turísticos.
Mesmo disfarçado em todo esse sangue e luxúria, O ALBERGUE ainda é um filme moralista, que mostra que se você quer viver uma vida de exageros, tem que pagar o alto preço. Felizmente, é um filme também sem concessões, o que é uma coisa boa. Já que Roth ganharia a temida classificação “R” (para maiores de 17 anos ou acompanhados dos pais) por colocar apenas uma mulher (e que mulher!) nua em cena, ele chuta o pau da barraca e permeia o filme com beldades como Barbara Nedeljakova.
Agora, só na revisão saberei dizer se o final do filme apresenta um furo assustador ou não. Em sua odisséia em tornar-se aquilo o que odeia, um dos personagens extrai sua vingança de forma brutal e violenta. Mas, até onde eu me lembro, ele não deveria saber que deveria se vingar de tal personagem.
O ALBERGUE é um bom filme caso você decida embarcar na fantasia de Eli Roth. Se nudez feminina e violência não é a sua praia, você vai detestar esse filme. Já o pervertido aqui…
Nota:

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A GALÁXIA » OOPS, I DID IT AGAIN… disse,
2 de Agosto de 2007 @ 16:26
[…] Depois do Kas arrancar o meu coro no melhor estilo O ALBERGUE, resolvi informar que a resenha dele de LUZES DO ALÉM, continuação de VOZES DO ALÉM, já está no ar desde a semana passada. Se você foi ver o filme sem ler a opinião dele e achou péssimo, pode me culpar. Clique e confira! […]