AMOR NÃO TIRA FÉRIAS, O (por Kas)

amor nao tira ferias - amor nao tira ferias

THE HOLIDAY, EUA, 2006
De Nancy Meyers
Com Kate Winslet, Cameron Diaz, Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Rufus Sewell, Edward Burns

As comédias românticas de Nancy Meyers, apesar do grande sucesso de público, sofrem do mesmo mal: dão importância indevida às tramas paralelas estendendo demasiadamente o desfecho. Foi assim com DO QUE AS MULHERES GOSTAM e ALGUÉM TEM QUE CEDER, que começam muito bem para cair no sentimentalismo na parte final.

Com O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS, novo filme da cineasta, acontece o contrário. Começa muito mal, com a apresentação das duas personagens principais – Amanda, a produtora de trailers vivida por Cameron Diaz, e Íris, a jornalista encarnada por Kate Winslet – e dos conflitos sentimentais que as levam, num site de intercâmbio, a trocar de residência durante algumas semanas. Num primeiro momento, a troca é vantajosa para Íris, que deixa sua pequena moradia no interior inglês pelo luxo da mansão hollywoodiana de Amanda. Mas logo vai bater na porta dessa última o irmão de Íris, o charmoso Graham (Jude Law) e é a partir da introdução das contrapartes masculinas que o filme engrena. Enquanto Amanda e Graham dão início a um affair com data de expiração, Íris conhece Arthur Abbot (o lendário Eli Wallach), um ex-roteirista da época áurea de Hollywood que aos 90 anos, vive sozinho a poucas casas de onde Íris está hospedada. Já que a idade de Abbot é avançada demais para a jovem protagonista, o roteiro introduz também um compositor de trilhas sonoras (Jack Black) como possível interesse amoroso.

Mas é na relação paralela entre Íris e Abbot que o filme ganha em força e emoção. Ao contrário dos demais filmes de Meyers, onde os conflitos secundários atrasavam o andamento da trama, aqui é a razão de ser da mesma. De resto, o filme tem boas piadas, saudosas homenagens ao cinema de outrora e um clima aconchegante e natalino, tornando-o propício para essa época do ano, e a presença sempre iluminada de Winslet, Law e Black. Só Cameron Diaz é que tem problemas em encontrar o tom ideal para sua personagem, soando às vezes caricata. Mas salvo o trabalho da atriz e os equívocos da primeira parte, o filme se sai tão bem quanto às luzes de Natal. Não querem dizer nada e são facilmente descartadas após as festas de fim de ano, mas são agradáveis de se ver.

Nota: ** ½

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1 Comentário »

  1. A GALÁXIA » NOVAS RESENHAS disse,

    22 de Dezembro de 2006 @ 12:54

    […] […]

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