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	<title>A GALÁXIA</title>
	<link>http://blog.agalaxia.com.br</link>
	<description>Cinema, DVD e outros planetas</description>
	<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 21:15:26 +0000</pubDate>
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		<title>* MELHORES DE 2007 (por Kas)</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 18:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kas</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O critério foi para esta seleção foi apenas o da permanência. Escolhi aqueles filmes que ficaram comigo, que me assombraram, que não leguei ao abandono ao final da sessão. Muitos dos filmes de qualidade, alguns realmente memoráveis, que vi ao longo do ano não tiveram o mesmo poder de permanência - ou então eu não tive o repertório adequado para completá-los, algo necessário em qualquer ato de contemplar uma manifestação artística. Talvez por isso a lista abaixo diga mais sobre mim mesmo do que sobre o cinema de 2007. Vamos a ela.</p>
<p><strong>MENÇÕES HONROSAS:</strong></p>
<p><strong>APOCALYPTO</strong> de Mel Gibson<br />
<strong><a href="http://blog.agalaxia.com.br/o-crocodilo-por-kas/">O CROCODILO</a></strong> de Nanni Moretti<br />
<strong>RATATOUILLE</strong> de Brad Bird<br />
<strong><a href="http://blog.agalaxia.com.br/as-leis-de-familia-por-kas/">AS LEIS DE FAMÍLIA</a></strong> de Daniel Burman<br />
<strong><a href="http://blog.agalaxia.com.br/a-maldicao-da-flor-dourada-por-kas/">A MALDIÇÃO DA FLOR DOURADA</a></strong> de Zhang Yimou<br />
<strong><a href="http://blog.agalaxia.com.br/o-ultimato-bourne-por-kas/">O ULTIMATO BOURNE</a></strong> de Paul Greengrass<br />
<strong><a href="http://blog.agalaxia.com.br/zodiaco-por-kas/">ZODÍACO</a></strong> de David Fincher</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/ventos_liberdade_1.jpg" alt="ventos liberdade 1 - ventos liberdade 1" title="ventos liberdade 1 - ventos liberdade 1" /></div></p>
<p><strong>10º) </strong><strong><a href="http://blog.agalaxia.com.br/ventos-da-liberdade-por-kas/">VENTOS DA LIBERDADE</a></strong> de Ken Loach<br />
O cinema do inglês Ken Loach é tão profundamente engajado que, mesmo quando não corresponde, continua válido enquanto ato de resistência. Quando acerta, como aqui, é de uma sinceridade, de uma emoção tão genuína, que nos faz olhar de outra forma para o mundo e para nossos valores. Tal qual TERRA E LIBERDADE, outro grande filme do cineasta.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/ponte_terabithia_1.jpg" alt="ponte terabithia 1 - ponte terabithia 1" title="ponte terabithia 1 - ponte terabithia 1" /></div></p>
<p><strong>9º) PONTE PARA TERABITHIA</strong> de Gabor Csupo<br />
Uma volta à infância, à imaginação desenfreada, às brincadeiras, ao prazer da descoberta e da exploração. Ao contrário do que faz acreditar o título e o marketing, este não é uma fantasia na linha de AS CRÔNICAS DE NARNIA e A BÚSSOLA DE OURO, e sim um drama que promove a imaginação e o poder da amizade como forma de enfrentarmos os dilemas da passagem para a vida adulta. A dupla de protagonistas mirins é impecável.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/dias_gloria_1.jpg" alt="dias gloria 1 - dias gloria 1" title="dias gloria 1 - dias gloria 1" /></div></p>
<p><strong>8º) <a href="http://blog.agalaxia.com.br/dias-de-gloria-por-kas/">DIAS DE GLÓRIA</a></strong> de Rachid Bouchareb<br />
Mais do que um líbelo contra o preconceito e um filme denúncia sobre a exploração das colônias pela metrópole, o filme do cineasta argelino Bouchareb é um poderoso filme de guerra, clássico em sua confecção e envolvente em seus sentimentos.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/hospedeiro_1.jpg" alt="hospedeiro 1 - hospedeiro 1" title="hospedeiro 1 - hospedeiro 1" /></div></p>
<p><strong>7º) O HOSPEDEIRO</strong> de Joon-ho Bong<br />
Vem da Coréia do Sul este que é o grande filme de monstro dos últimos anos. É também um resgate a um cinema spielberguiano que o próprio Spielberg não exerce mais - aquele do deslumbramento infantil frente ao desconhecido e ao fantástico, dos valores familiares e do senso de diversão e excitação que só o cinema é capaz de causar. É tudo que os JURASSIC PARK do próprio Spielberg tentaram ser e não conseguiram, e mais.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/imperio_sonhos_1.jpg" alt="imperio sonhos 1 - imperio sonhos 1" title="imperio sonhos 1 - imperio sonhos 1" /></div></p>
<p><strong>6º) <a href="http://blog.agalaxia.com.br/imperio-dos-sonhos-por-theblob/">IMPÉRIO DOS SONHOS</a></strong> de David Lynch<br />
Uma experiência de imersão, que pede que você abandone a busca pela lógica cartesiana e embarque numa jornada sensorial pelo inconsciente e pelo total controle dos elementos cinematográficos exercido por David Lynch. É ao mesmo tempo um discurso a favor da liberação do cinema da prisão exercida pelas &#8220;tramas&#8221; e &#8220;conflitos dramáticos&#8221; e uma implacável sátira ao próprio mundo da indústria de entretenimento, plastificado e falso.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/maria_antonieta_1_1.jpg" alt="maria antonieta 1 1 - maria antonieta 1 1" title="maria antonieta 1 1 - maria antonieta 1 1" /></div></p>
<p><strong>5º) <a href="http://blog.agalaxia.com.br/maria-antonieta-por-kas/">MARIA ANTONIETA</a></strong> de Sofia Coppola<br />
Outra experiência de imersão, em outra época, em outro mundo, onde os detalhes dizem tanto ou mais do que a dramaturgia. É o que propõe Sofia Coppola em esse que é seu filme mais apurado, mais maduro, mantendo todas as características pessoais que marcaram seus longas anteriores.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/jogo_cena_1.jpg" alt="jogo cena 1 - jogo cena 1" title="jogo cena 1 - jogo cena 1" /></div></p>
<p><strong>4º) JOGO DE CENA</strong> de Eduardo Coutinho<br />
Até onde somos nós mesmos ou apenas imagens recriadas a contento? Como funciona o processo da memória e da associação na construção das máscaras sociais? Um documentário é também uma ficção? E pode uma ficção ser igualmente verdadeira no retrato dos sentimentos? O grande filme nacional do ano.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/pecados_intimos_1.jpg" alt="pecados intimos 1 - pecados intimos 1" title="pecados intimos 1 - pecados intimos 1" /></div></p>
<p><strong>3º) <a href="http://blog.agalaxia.com.br/pecados-intimos-por-kas/">PECADOS ÍNTIMOS</a></strong> de Todd Field<br />
O medo de crescer e a inconseqüência resultante marcam este cuidadoso estudo de um microcosmo, o subúrbio americano. Em seu segundo longa, o diretor Todd Field usa o distanciamento de uma narração em off para dissecar as relações daquelas pequenas crianças, que recusam a aceitar as responsabilidades da vida adulta, mesmo que isso leve à tragédia. Kate Winslet nos dá talvez a melhor interpretação feminina do ano.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/cartas_iwo_jima_1.jpg" alt="cartas iwo jima 1 - cartas iwo jima 1" title="cartas iwo jima 1 - cartas iwo jima 1" /></div></p>
<p><strong>2º) CARTAS DE IWO JIMA</strong> de Clint Eastwood<br />
Concebido como filme acompanhamento de A CONQUISTA DA HONRA, mostrando a outra face do conflito no pacífico, CARTAS DE IWO JIMA se coloca como um dos mais vigorosos discursos humanistas do cinema e dos melhores filmes realizados por Eastwood. É de uma dignidade tão grandiosa que poderia muito bem estar em primeiro lugar nessa lista.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/assassinato_jesse_james_1.jpg" alt="assassinato jesse james 1 - assassinato jesse james 1" title="assassinato jesse james 1 - assassinato jesse james 1" /></div></p>
<p><strong>1º) O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD</strong> de Andrew Dominik<br />
A paixão de Cristo reencenada no velho oeste. A relação entre Jesse James e Robert Ford assume a grandiosidade bíblica que remete a O REI DOS REIS de Nicholas Ray. Onde Cristo não só se deixa trair como busca a morte nas mãos de seu discípulo, para assim assumir a condição divina, deixando Judas lidar com as implicações morais de seu ato. Todos os símbolos estão lá, da última ceia a negação após a traição. A cruz de Jesse James pode ser metafórica, mas é igualmente debilitante: a paranóia, o medo da traição, a dicotomia entre o humano e o mito, a abnegação de sua relação com a família: esposa, filhos, irmão.
</p>
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