* QUEBRANDO A BANCA (por Kas)

De Robert Luketic
Com Jim Sturgess, Kate Bosworth, Kevin Spacey, Laurence Fishburne, Liza Lapira, Aaron Yoo, Jacob Pitts
Se eu soubesse que servia para ficar rico sem o menor esforço, juro que teria prestado maior atenção nas aulas de matemática no colégio. Esta é a idéia básica de QUEBRANDO A BANCA, filme que liderou por duas semanas seguidas a lista de maiores bilheterias no cinema americano, e promete, desculpe o trocadilho, quebrar a banca também por aqui.
21 é o título original do filme e também como chamamos o jogo de cartas Black Jack por aqui. 21 também é a idade do protagonista, Ben Campbell (Jim Sturgess, de ACROSS THE UNIVERSE), aluno brilhante do MIT que se inscreve num programa de bolsas para a prestigiada Harvard. Apesar do excepcional currículo escolar, Ben não tem experiência de vida o suficiente para conseguir a bolsa integral, no valor de US$ 300 mil, diz a ele o administrador do programa. Tudo vai depender do quanto você conseguir me impressionar com sua dissertação, completa ele.
A sorte vai bater à porta do dormitório de Ben na figura de Micky Rosa (Kevin Spacey), professor de equações alternativas que coopta o garoto para sua classe igualmente alternativa: aquela onde os escolhidos aprendem a contar cartas de baralho, de forma a preverem todas as probabilidades e a estatística por trás do Black Jack. Desta forma, serão um arraso nos cassinos de Las Vegas, para onde vão todos os finais de semana.
Contar cartas em si não é crime, mas ainda assim tira do sério os responsáveis pelos cassinos, que usam de métodos também “alternativos” para desestimularem esses espertos jogadores. Um desses sujeitos é Cole Williams (um ameaçador Lawrence Fishburne), em vias de se aposentar devido à proliferação de tecnologia de vigilância e registro de imagens que torna os humanos obsoletos.
Ganhar muito, mas muito dinheiro, festejar em coberturas luxuosas de Las Vegas, comer e beber do bom e do melhor, vestir apenas roupas de estilistas famosos e ainda conquistar a gatinha mais desejada da escola (Kate Bosworth, a Lois Lane de SUPERMAN - O RETORNO). Com certeza é tudo bom demais pra ser verdade, certo? Deve ter alguma moral para ser aprendida no final. E tem. Apesar do esforço do elenco (Jim Sturgess, particularmente, parece estar treinando para pegar todos os papéis que Tobey Maguire recusar, com o bônus de ser mais atraente), o diretor Robert Luketic (LEGALMENTE LOIRA) não nos deixa esquecer que tudo que vem fácil, vai fácil. E da forma como sinaliza essa mensagem a todo tempo, não é difícil perceber que o próprio filme não passa de um blefe.
Nota: * ½
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A GALÁXIA » QUEBRANDO O KAS! disse,
22 de Abril de 2008 @ 11:07
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