X-MEN - O CONFRONTO FINAL (por Katchiannya)

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X-MEN: THE LAST STAND, EUA, 2006.
De Brett Ratner
Com Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, James Marsden, Shawn Ashmore, Aaron Stanford, Vinnie Jones, Patrick Stewart, Ben Foster, Ellen Page, Shohreh Aghdashloo, Daniel Cudmore

Durante longos anos, a Marvel Comics amargou e torturou seus fãs com adaptações live action bastante inexpressivas, sejam filmes ou séries de TV. Gigantes Esmeralda, que pareciam mais uma variação de O Fugitivo que Incríveis Hulkies (nem o mesmo nome eles tinham), ou Homens-Aranhas sem o carisma do original, ou Capitães Américas com roteiros razoáveis, mas atores sem talento, sem, nos esquecermos, é claro, dos cúmulos do mal-gosto: a indigesta GERAÇÃO X e o abominável (e nem ao menos lançado) QUARTETO FANTÁSTICO (produzido pelo Rei do trash Roger Corman).

Eis que, quando a esperança quase havia desaparecido, surge um sopro fraco de vida inteligente nas adaptações da Marvel com a franquia BLADE, e que alcança seu ápice com os filmes dos X-MEN, HOMEM-ARANHA e HULK, para o delírio e a felicidade dos leitores de quadrinhos.

Mas como tudo que é bom dura pouco, uma penca de produções de gosto relativamente duvidoso, mais preocupada com o lucro imediato que com a apresentação de um entretenimento de qualidade, como DEMOLIDOR, ELEKTRA, e a nova versão de QUARTETO FANTÁSTICO acabou dominando o cenário das mais recentes adaptações da Marvel para a tela grande.

E o que tudo isso tem a ver com X-MEN: O CONFRONTO FINAL, além do fato de ele próprio ser uma adaptação dos heróis da Marvel para o cinema? A nova empreitada cinematográfica dos mutantes é a síntese do que há de melhor e de pior nos filmes da “Casa das Idéias”.

X-MEN: O CONFRONTO FINAL é um bom filme, isso não se pode negar. O roteiro tem boas idéias, algumas bem desenvolvidas, outras nem tanto. Utiliza alguns bons momentos dos quadrinhos como a saga Fênix para dar tanto consistência à trama atual, quanto para fazer uma ligação com seus antecessores cinematográficos e quadrinísticos.

Todos os atores, até mesmo a Halle Berry, cuja veia interpretativa, apesar de um Oscar no currículo não é a das mais convincentes, estão muito bem em seus papéis, talvez por estarem reprisando pela terceira vez as suas personagens. Mas o mesmo também acaba se aplicando aos novatos do elenco, o que nos leva a lamentar que a super-aglomeração de personagens não permita um maior desenvolvimento deles, em especial Kitty Pryde (Ellen Page) e Anjo (Ben Foster).

A direção de Brett Ratner, substituindo, no último minuto, Matthew Vaughn também é competente, dando ao filme um pouco mais de personalidade do que uma “mera produção de estúdio” ou “filme de carpintaria”. Enfim, tornando uma boa e empolgante diversão.

Mas, infelizmente, o filme não ultrapassa isso. E a culpa de tudo isso é, como Gelogurte apontou muito bem em sua resenha, é a pressa. Afinal, foram pouco mais de 10 meses entre o início das filmagens e lançamento.

Uma pressa completamente desnecessária resultado apenas de uma tremenda e infantil dor de cotovelo do chefão da Fox. Enfim, uma mera pirraça ao fato de Bryan Singer, diretor dos dois primeiros filmes, decidiu protelar a direção do terceiro X-MEN em favor de SUPERMAN RETURNS. A pressa foi única e exclusivamente para demonstrar que Singer não era indispensável, que os X-Men podiam ser melhores que o retorno do Azulão e teria fôlego para bater de frente com ele no mesmo verão.

O resultado dessa infantilidade descabida, e sinceramente, falta de tino para os negócios, foi a supressão do potencial de X-MEN: O CONFRONTO FINAL. E isso se reflete principalmente nos efeitos especiais, que são feios, e, em algumas cenas, relativamente artificiais. A ausência do famoso efeito Fênix do quadrinhos (que encheria a tela se fosse bem realizado), Sentinelas mostrados pela metade, algumas cenas do Anjo voando que não convencem suficientemente, são alguns dos casos mais notáveis.

E mesmo no desenvolvimento das cenas de ação, por melhores que tenham sido, deixaram um gostinho de falta alguma coisa. Especialmente considerando-se a batalha final entre o exército de Magneto e os discípulos do Professor X. Uma seqüência que deveria evocar algo quase épico como as cenas de batalha em O Senhor dos Anéis, mas que fica apenas no quase…

X-MEN: O CONFRONTO FINAL tinha o potencial de ser o melhor filme da franquia, de dar a ela um encerramento capaz de transformá-la em um mito dentro da história do cinema de entretenimento, tal qual são STAR WARS ou O SENHOR DOS ANÉIS. Alguns meses a mais para aparar algumas frestas no roteiro, para desenvolver melhor os efeitos, teria tornado tudo perfeito.

X-MEN: O CONFRONTO FINAL fecha com dignidade a série, mas, por muito, muito pouco não alcançou o encerramento triunfal que os mutantes mereciam.

NOTA: 3,5 em 5

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1 Comentário »

  1. A GALÁXIA » * CACHÉ (por Kas) disse,

    27 de Maio de 2006 @ 11:27

    […] * X-MEN: O CONFRONTO FINAL (por Katchiannya) […]

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